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Sustentabilidade

LEED Scoring System

Os novos projetos de engenharia voltam-se para a sustentabilidade, a preocupação ecoeficiente, o uso de materiais ecológicos e reciclados são cada vez mais itens indispensáveis em grandes obras. A obtenção de certificações, selos de qualidade, garantia ecológicas e sustentáveis também são itens importantes, principalmente na hora de conquistar os clientes. A nova certificação difundida no Brasil é o LEED (Leadership in Energy and Environmental Design®), que certifica projetos. Dados do GBC Brasil apontam que, hoje, há 23 edificações já certificadas LEED no país e mais de 200 em processo de obter a certificação. Atualmente, a Eliane é associada à GBC Brasil. 

LEED Scoring System
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Certificação LEED

Para obtenção de certificação LEED, as obras passam por diversas avaliações, desde aproveitamento de água na obra até avaliação dos materiais e produtos utilizados. As indústrias irão se adaptar às necessidades dos clientes. “As indústrias devem repensar o processo de produção para conseguir diminuir o impacto ambiental. Além de reduzir as perdas com a variação de tamanho, podem contribuir com a pontuação de um edifício que esteja em processo de obter a certificação LEED”.

Os produtos usados nas obras que pretende obter a certificação precisam apresentar uma inovação tecnológica. “Para conquistar a certificação é analisada uma série de requisitos, o projeto como um todo, o local escolhido, o canteiro de obras, a preocupação com o entorno”, explica.
O sistema de certificação LEED foi desenvolvido pelo United States Green Building Council em 1993. No mercado brasileiro, o Green Building Council Brasil divulga o sistema de certificação. No país, há cinco comitês temáticos que abordam os critérios de avaliação LEED: Espaços Sustentáveis (SS), Uso Racional de Água (WE), Energia e Atmosfera (EA), Materiais e Recursos (MR) e Qualidade Ambiental Interna (EQ).

Práticas sustentáveis

Principais práticas adotadas nos empreendimentos sustentáveis: entre 20-40% de economia no consumo de água potável; 50-100% de economia de água potável para irrigação; 12-48% de economia no consumo de energia; 50-75% de todo resíduo gerado na obra desviado de aterros; 10-30% de todo material empregado de origem reciclada; 10-40% de todo material adquirido é de origem local; 50-95% de toda madeira, que certificada pelo FSC (Forest Stewardship Council) e 25% de redução da vazão e volume de água lançada na rede pública durante as chuvas, reduzindo impactos de enchentes. “A qualidade dos materiais do ponto de vista ambiental pode contribuir para um maior ou menor desempenho ambiental de um edifício”, frisa.

A escala humana e o COVID19

Arquitetos em todo o mundo colocaram seus conhecimentos em uso na luta contra o coronavírus e criaram soluções inovadoras que podem permanecer por um tempo. Alguns estão projetando instalações, enquanto outros estão repensando a cidade.

A sustentabilidade consolidará ainda mais seu status como parte integrante de toda abordagem e os projetos se tornarão mais auto-suficientes. Por outro lado, quando procuramos estabelecer estruturas de resposta rápida, estamos transformando os espaços subutilizados existentes. Abordagens de reutilização adaptativa estão se tornando vitais em nossas respostas de emergência, permitindo ações rápidas. Considerada a forma mais eficaz de sustentabilidade, esse campo melhorará ainda mais, pois a economia mundial está sofrendo.

Repensando o conceito de lar: À medida que avançamos nas diferentes fases da pandemia, focaremos novamente em nossas casa. De fato, novas configurações e novos planos estão começando a surgir. A qualidade e o conforto de nossas casas estarão no topo da lista. Enquanto estamos confinados em nossas casas, estamos repensando nossas exigências e necessidades, junto com o “novo normal”: de áreas verdes e jardins, telhados exploráveis, luz natural e ventilação, varandas e terraços, ambientes internos mínimos e saudáveis, entradas transitórias e filtradas, etc.

Enquanto noções de design modular, elementos pré-fabricados, partições flexíveis e estruturas leves continuarão a crescer, os arquitetos começarão a planejar novas configurações com as medidas de distanciamento social em mente. As superfícies serão cobertas com materiais que impedem a proliferação de doenças e o design será orientado para eliminar os riscos de transmissão.


Janela que se transforma em varanda

Essa janela se transforma em uma varanda, dando a um apartamento na cidade um espaço ao ar livre em 55 segundos.

Esta é a Bloomframe, uma janela moderna e multifuncional que se transforma em uma varanda em apenas 55 segundos. De Amsterdã a Paris e Nova York, você pode dar a um apartamento urbano em um belo prédio um espaço ao ar livre deslumbrante e potencialmente agregar valor à sua propriedade e metragem quadrada – bem mais ou menos!

Com apenas um toque de um botão, você pode abrir a moldura da janela de vidro e ela se “desdobra” em uma varanda, depois pega uma cadeira, um coquetel e relaxa! O design inovador e premiado com vários prêmios, que não é mais um protótipo, será apresentado à Big Apple, entre outras paisagens urbanas do mundo.

Criada pelo escritório de arquitetura HofmanDujardin, com sede em Amsterdã, a janela Bloomframe é fabricada pela PortalP France e instalada pela Schipper Kozijnen Netherlands. Bot Bouw, contratado pela Bloomframe, é responsável pela construção do projeto total. Em 2017, o primeiro modelo foi instalado com sucesso em um prédio de Janela varanda apartamentos em Amsterdã, na Holanda.

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Um novo ambiente de escritório aguarda trabalhadores que retornam ao trabalho.

– Quando os trabalhadores começaram a retornar aos seus escritórios após semanas e talvez meses de quarentena, como será o ambiente? Certamente, o ciclo do coronavírus provavelmente trará mudanças para o local de trabalho.

“Haverá um nível muito maior de limpeza no local de trabalho”, Existem várias áreas que são pontos quentes, variando de áreas de cozinha a banheiros e em qualquer lugar que um número de pessoas interaja. Haverá novos protocolos para manter essas áreas limpas. Muitos comportamentos mudarão com relação à limpeza. ”

Outra questão será como navegar pelas áreas que requerem toque, como botões, manípulos e controles que as pessoas tocam diariamente.

“Começa realmente nos controles do elevador quando você chega ao escritório”. “Muito disso será examinado. Outra coisa que terá implicações é o distanciamento físico e como mantemos as pessoas afastadas umas das outras. Isso vai ser um desafio. Acho que podemos começar a nos separar removendo todas as outras mesas ou não sentando pessoas em todas as mesas. Compartilhar uma mesa não é algo que queremos fazer. Existem protocolos para entrar nas salas de conferências. As pessoas limpam as mãos quase como entrar na sala de operações. ”

haverá debates sobre quem trabalha no escritório. A experiência de trabalho remoto que muitas pessoas tiveram em março e abril foi uma experiência de aprendizado.

“Em breve estaremos pesquisando nossa própria empresa e veremos onde o trabalho remoto funcionou e onde não funcionou. Podemos decidir que não é uma maneira ruim de trabalhar para algumas pessoas. Talvez não seja necessário que todos venham trabalhar todos os dias, mas talvez três ou quatro dias por semana. “

Em alguns casos, as pessoas precisarão trabalhar juntas para obter eficiência. Formas serão calculadas para que menos pessoas trabalhem no escritório ao mesmo tempo. Os requisitos de espaço podem não diminuir, mas haverá novos arranjos de espaço para permitir o distanciamento social. Pode haver turnos divididos

havera uma tendência a ambientes mais fechados, escritórios e espaços de trabalho fechados. Os escritórios vêm agregando pessoas e o espaço vem se comprimindo ao longo dos anos. Esse modelo pode mudar com o espaço espalhado de uma maneira diferente, mas não tenho muita certeza de como isso será. “

ninguém entende o vírus o suficiente para saber o que é seguro, haverá um período intermediário com novos protocolos, pois todos descobrirão como gerenciar escritórios. Esses protocolos podem ou não ser permanentes.

Outras mudanças podem ser a eliminação das portas dos banheiros dos escritórios, substituindo-as por uma espécie de vestíbulo semelhante aos aeroportos e estádios. Haverá melhores sistemas de filtragem. Portas automatizadas podem ser predominantes em algumas áreas.

Estamos todos ansiosos para voltar a um novo nível de normalidade. Gradualmente, chegaremos a uma nova normalidade e, quando chegarmos a esse ponto, haverá algumas mudanças na forma como trabalhamos, mas é difícil dizer quão extenso será neste estágio”.

Telhas solares chegam ao Brasil pela Eternit

Brasil já tem telha solar com tecnologia 100% nacional
A tecnologia não é nova. Em 2016, Elon Musk, da Tesla, já tinha apresentado suas telhas solares. Elas foram desenvolvidas para serem mais eficientes, oferecer melhor isolamento térmico e terem o custo de instalação mais barato do que os painéis fotovoltaicos utilizados atualmente. Além disso, a ideia é que fossem esteticamente mais atraentes para os consumidores.

Mas agora, o Brasil ganha suas próprias telhas solares, com tecnologia 100% nacional. Fabricada pela Eternit, e já aprovada pelo Inmetro, órgão que atesta a qualidade de produtos no país e fornece certificação para comercialização, as telhas são feitas em concreto com células fotovoltaicas, responsáveis por captar a energia solar e transformá-la em elétrica.

“A estimativa é que a tecnologia permita entre 10% e 20% de economia no valor total da compra e da instalação das telhas fotovoltaicas, em relação aos painéis solares, montados em cima de telhados comuns”, afirma Luís Augusto Barbosa, presidente do Grupo Eternit.

Para a geração de energia, a empresa utilizou a tecnologia de silício monocristalino, que apresenta uma vida útil de mais de 20 anos.

A instalação das telhas fotovoltaicas é muito semelhante àquela de um telhado comum, por isso, não requer mão de obra especializada.

“A conexão elétrica entre as telhas é feita com chicotes pré-montados que utilizam conectores macho e fêmea de fácil conexão. O tamanho (365 x 475 mm) e o peso das telhas (5,2 kg/peça) facilitam o transporte até o telhado a ser instalado”, explica Luis Antonio Lopes, responsável pela área de Desenvolvimento de Novos Negócios.

As primeiras telhas solares, fabricadas na unidade da empresa em Atibaia (SP), serão disponibilizadas para instalação de projetos-piloto, com clientes selecionados, a partir do primeiro semestre de 2020. Posteriormente, a escala de produção será ampliada para que o produto seja comercializado em todo o país. A ideia é oferecer várias opções de cores e de acabamentos.

Energia solar: mercados nacional e global
A capacidade de energia solar instalada no Brasil no ano passado totalizava 2,4 GW (gigawat) – 1,2 GW desse montante foi adicionado em 2018.

Todavia, esse número ainda é muito baixo perto do mercado global. A China, 1º lugar no ranking internacional, investiu 45 GW no mesmo período, enquanto a Índia, que aparece em segundo lugar na lista, acrescentou 10,8 GW à sua capacidade de geração fotovoltaica.

Dentro do Brasil, o que cresce é o sistema de microgeração e minigeração distribuída solar em casas, empresas, indústrias, propriedades rurais e prédios públicos.

No começo de agosto, juntos eles atingiram a marca histórica de 1 GW de potência instalada. De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), atualmente o Brasil possui 93.597 sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede, somando mais de R$ 5,6 bilhões em investimentos acumulados desde 2012, distribuídos ao redor de todas as regiões do país.

*Dados Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica

Tentativa de salvar os oceanos

Uma ideia simples que não envolve nenhum aparato de alta tecnologia, mas é bastante eficiente no combate a enchentes e poluição de rios, viralizou nas redes sociais.

Tiago dos Santos, morador de Blumenau-SC, criou um filtro para evitar que os lixo das ruas entre no bueiro em frente a loja onde trabalha e é sócio. “A água passa, o lixo fica e o rio agradece”.

O sistema que é uma simples combinação de grades, chamou a atenção dos vereadores da cidade, que estudam formas de implantar a ideia em outros pontos da cidade.

“Temos que pensar local, para atingir o global. O plástico é um dos grandes causadores de poluição. A xepa de cigarro, por exemplo, feita de fibra sintética, derivado do plástico, se degrada em partículas menores e acaba sendo alimento de animais na natureza”, afirmou.