Casa popular contra terremotos e furacões

 Das madeiras serradas, painéis e compensados são construídas casas populares de baixo custo e resistentes a desastres, como furacões e terremotos. Além disso, o mobiliário urbano do entorno também é todo sustentável e pronto para enfrentar abalos sísmicos. Durante o Fórum Urbano Mundial, que acontece até sexta-feira, o Conselho Euro-Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável (EUBRA) apresenta o projeto Home4Haiti, com tecnologia inspirada na muralha da China. O modelo de residência foi desenvolvido por arquitetos brasileiros e italianos e pretende contribuir para a reconstrução do Haiti.

No projeto há dois tipos de casas, ambas de 50 metros quadrados, incluindo dois dormitórios, sala, banheiro e cozinha. A primeira faz uso de tijolos queimados, cimento e estrutura em aço. O prazo para construção é de, no máximo, 20 dias e o custo da casa pronta é de R$ 8 mil. Já a segunda é feita de madeira reaproveitada do Pará e do Maranhão. O custo da casa fica entre R$ 9 mil e R$ 11 mil, sem a montagem.

A gente bolou um sistema de ventilação forçada, uma tecnologia simples, para que a casa possa ser vedada em casos de furacão. Para proteger a residência de terremotos, a gente usou pneus velhos, suporte de aço e tijolos solo cimento para fazer o amortecimento dos pilotis – explica o presidente da EUBRA, Robson Oliveira.

Móveis utilitários também são feitos com sobras de madeiras. A tecnologia de iluminação LED abastecida por energia eólica e solar,usada nas luminárias de rua, é proveniente da China e será transferida para o Brasil e o Haiti. O projeto prevê que as comunidades brasileiras e haitianas envolvidas sejam beneficiadas pelo projeto através de formação técnica, geração de emprego e renda e, portanto, melhor qualidade de vida.

O Fórum Urbano Mundial foi estabelecido pelas Nações Unidas para analisar um dos problemas mais urgentes que o mundo enfrenta hoje: a rápida urbanização e seu impacto nas comunidades, cidades, economias,mudanças climáticas e políticas. O tema central deste ano é “O Direito à Vida: Unindo o Urbano Dividido”. As discussões são divididas em seis eixos: Levando Adiante o Direito à Cidade; Unindo o urbano Dividido; Acesso Igualitário à Moradia; Diversidade Cultural nas cidades; Governança e Participação; e urbanização sustentável e inclusiva.

Vou esperar o primeiro furacao e/ou terremoto para indicar essa tecnologia…;-) gostaria de conhecer esse projeto!
Fonte

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